quarta-feira, janeiro 21

LAMENTÁVEL ... em todos os sentidos ...

"Empresária de Sorocaba denuncia médico em SP (Notícia publicada na edição de 20/01/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A ).
Ela se juntou a outras 40 mulheres e expôs, publicamente, os assédios que sofreu pelo especialista..."

Há quanto tempo declaramos a luta contra a violência (de qualquer natureza) contra nós mulheres? Há muito tempo.
Desde 1993 quando as Nações Unidas realizou a Conferencia Mundial sobre os Direitos Humanos e ali reconheceu a violência contra a mulher como um grande obstáculo aos ideais de igualdade entre os seres humanos.
Registrou que a violência contra a mulher é uma das graves violações essenciais a nossa natureza e aos nossos direitos de paz e desenvolvimento.
Um ano depois, em 1994, o Brasil assinou a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra as mulheres, onde deixa claro que inclui a violência física, sexual e psicológica.

Enfim, há mais de duas décadas, que muitos grupos de defesa vêm procurando atrair mais atenção ao abuso de qualquer natureza contra nós mulheres e exigindo as imediatas ações necessárias e incentivando as mulheres agredidas a denunciarem seus agressores no menor tempo possível.

A violência contra a mulher realmente não se restringe a um único meio, não escolhe raça, idade ou condição social.
Mas percebo que diante desta notícia, aqui em nossa cidade e em vários meios de comunicação nestes últimos dias, acompanhando os depoimentos de algumas vítimas, percebo que entre essas mulheres de maior poder financeiro, elas também estão se calando contra a violência recebida, talvez por medo, vergonha ou até mesmo pela realização a qualquer preço pelo seu único desejo. E se sujeitaram a 1, 2, 3 ou mais vezes ou até meses e anos ao assedio deste Dr. homem e mesmo assim não fizeram absolutamente nada.
Quanto tempo se passou desde a sua primeira consulta até hoje?!?

Infelizmente, mulheres preparadas, dotadas de todos os tipos de conhecimento, capacidade e força para liderarem esta luta, orientando mulheres mais limitadas, se calam também.
Não tiveram a coragem para denunciar este agressor há mais tempo, não se tornando exemplos para outras, não ensinam que denunciando imediatamente, mesmo que perdendo muito dinheiro, estão protegendo outras mulheres de futuras agressões, mas denotam que a ocultação imediata da agressão sofrida aumenta o tempo para encontrar soluções para este crime em todas as suas formas, sofrido pelas muitas mulheres de nosso País.


Eu sei que o ditado diz: “antes tarde do que nunca...”, mas que o “tempo tardio” não seja seguido como exemplo; pois a nossa luta é pelo agora.
Pela coragem que devemos encontrar, superando todas as dificuldades e denunciar esses agressores e mutiladores da nossa dignidade, felicidade e paz.
Eu lamento pelo tempo que se passou até a 1ª vítima fazer a 1ª denuncia.

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